Toda loja já passou por isso: a internet cai bem no horário de pico, o sistema trava e o caixa para. Muita gente acaba anotando as vendas num papel ou, pior, deixando o cliente ir embora. Mas a NFC-e foi criada justamente com uma alternativa para esse momento: a emissão em contingência offline.
Como funciona a contingência
Quando o PDV não consegue falar com a SEFAZ, ele pode emitir a NFC-e em modo de contingência. A nota é gerada e assinada localmente, o cupom (DANFE NFC-e) é impresso com a indicação de que foi emitido em contingência, e a venda segue normalmente.
Quando a conexão volta, o sistema transmite essas notas para a SEFAZ autorizar. Em regra, o prazo para essa transmissão é de até 24 horas após a emissão — confirme as regras da SEFAZ do seu estado.
O que muda para o cliente
Praticamente nada. Ele recebe o cupom com QR Code normalmente. A diferença é que a consulta da nota só vai aparecer no site da SEFAZ depois que ela for transmitida.
O que o seu PDV precisa ter
- Funcionar sem internet: se o sistema de caixa só roda online, não há contingência que salve. O ideal é um PDV com checkout local.
- Entrar em contingência sozinho: o operador de caixa não deveria precisar saber o que é isso.
- Sincronizar automaticamente: ao voltar a conexão, as notas pendentes, as vendas e o estoque devem ser enviados sem ninguém precisar lembrar.
- Avisar sobre pendências: se alguma nota for rejeitada depois, você precisa saber para corrigir dentro do prazo.
Cuidados para não ter problema
- Mantenha o certificado digital válido — ele também é usado para assinar as notas em contingência.
- Confira, no fim do dia, se não ficou nenhuma nota pendente de transmissão.
- Evite deixar o caixa em contingência por longos períodos: resolva a conexão assim que possível.
Veja como ele resolve isso no dia a dia da sua empresa.
